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EU PRECISO DE AJUDA DOS BRAZILEIROS, POR FAVOR! OBRIGADO! POR QUE E QUE A GENTE BRAZILEIRA FALA ASSI Options
DJFELY
Posted: Thursday, May 6, 2010 8:36:20 AM

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Yelena, bom dia menina..

da sua pergunta
isto e que se chama
MODO IMPERATIVO
usa se para : faz ordem. dar conselho, pedir coisas, tambem sempre usa na publicidade.


o verbo "chegar" ("Eu cheguei pra casa!") e exclamacao "Chega!" ("Chega de mentira!").


2. Existe o verbo "olhar". A gente diz:" Olha!" se trata a uma pessoa de voce... E, entao, se eu trato a uma pessoa "o senhor", "a senhora", como e que eu preciso de trata-la? "Olhe..."? Obrigado(a)!

das duas perguntas, tem mesma dicas
Modo de Imperativo

verbos com __ar =>____e (voce )e para tu = igual verbo 2a pessoa (voce )
verbos com ___er/____ir => ___a
exemplo : Mostrarar

para voce : Mostre seu livro !!
Para tu : Mostra seu opiniao !!

Abrir = Abra e Abre !!
Abre essa porta !

e aconteceu com esta "olhar"
desta causa usa para imperativo

Olhar = Olhe , olha,
no Portugues Brasil nao ha (tu), entao pode usar 2 modos
olha most use in speaking, e olhe most use in writing

mas, eu ainda nao melhor em explicar, vou mandar um imagem depois para vc
e espero se os brasileiros aqui vao me corrigir.

Tenha (modo de Imperativo do "ter") um Otimo dia Yelena !!
ate mais tarde
abracoo !!!
>DJ<
YELENA KONDAUROVA
Posted: Thursday, May 6, 2010 12:19:51 PM

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Boa tarde e muito obrigada por tudo! Os meus parabens pelo seu portugues! Yelena.
DJFELY
Posted: Monday, May 10, 2010 5:23:38 AM

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IMPERATIVO

esses papeis fiz para vc, pode compreender no melhor jeito
espero que vc tem mais clara depois

boa semana para voce !!
>DJ<
jovelnom
Posted: Monday, May 17, 2010 12:41:57 PM
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Olá YELENA KONDAUROVA!
Antes de tudo queria parabenizar-te pelo interece do aprendizado da língua portuguesa.

Muitas palavras em português e, não só, como em muitas outras línguas têm mais de um significado dependendo do contexto e a empregação da mesma numa frase, e no caso que tu postaste é um deles onde a palvra chega tem dois significados completamente opostos.
Aqui vão algumas dicas;

Chega! (Chega de mentira!)neste caso chega significa; basta! ou é o suficiente!

Ex;

Mulher: Ontém eu vi-te no restaurante com uma rapariga...
Homem: Não filha! ontém eu estava em casa de um amigo a concluir um trabalho e...
Mulher: Estou cansada com isso. Chega de mentiras!

chegar" ("Eu cheguei pra casa!") neste caso significa eu estava em casa
YELENA KONDAUROVA
Posted: Tuesday, May 18, 2010 10:00:49 AM

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OBRADISSIMO! Seja bemvindo(a) ao nosso forum! Yelena.
victor felipe
Posted: Friday, May 28, 2010 3:35:33 PM

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ai eu não sei usar ainda esse fórum haha, Yelena, muito legal sua animação para com o português Brasileiro! adiciona-me no msn? victorfelipesilva_@hotmail.com, sou do norte Brasileiro,
tem msn né?
victor felipe
Posted: Friday, May 28, 2010 3:36:24 PM

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escreveram errado alí, é "interesse"
victor felipe
Posted: Friday, May 28, 2010 3:40:41 PM

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yelenna, tenho uma ferramenta muito legal pra você aprender o português brasileiro, é um site chamado orkut.com bem, ele é de relacionamento como o facebook myspace etc, mas o orkut é usado muito pelos brasileiros, jovens.
há casos muito comuns de os jovens não ficarem UM DIA SÓ sem entrar no orkut HAHA ;D é o meu :x
victor felipe
Posted: Friday, May 28, 2010 3:42:46 PM

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outra coisa usamos mais o obrigado e a maioria das pessoas pronunciam "brigado"
fernanda
Posted: Wednesday, August 11, 2010 5:07:57 PM
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YELENA KONDAUROVA wrote:
Bom dia, meus amores! Senhor Mauricio, Eu gostaria de agradecer ao senhor sua atencao prestada! O senhor e muito gentil! O senhor Mauricio disse:" E muita gente diz isto, embora nao conheca o real significado". Entao, eu preciso de saber duas coisas: 1. e como e que se precisa de dizer se eu nao quero de estar obrigada? 2. Eu conheco a frase:" Vai embora!" e agora o senhor Mauricio escreveu nessa frase: "embora nao conheca..." O que e que significa a palavra "embora"? Eu agradeco a todos sua ajuda! ( Posso dizer assim?) Yelena.



Olá, Yelena!
Percebi que sua dúvida sobre a palavra "embora" não foi esclarecida, ao menos nesse fórum. Quando dizemos "Vai/ Vá embora!", estamos pedindo, implorando ou exigindo que a pessoa saia de onde está, nos deixe sozinho. Falamos isso quando estamos magoados, aborrecidos ou entediados com aquela pessoa.
Já no caso de "embora não conheça", a palavra "embora" equivale a "apesar de", "mesmo que", "ainda que" entre outras. "Embora" é uma conjunçao que indica uma ocorrência oposta a expressa na oração principal, mas que não impede a existência da outra. Por exemplo, quando alguém sofre um acidente, mas não sai machucado, ou não tem lesões, dizemos:

Embora ele tenha sofrido um grave acidente, não saiu ferido.

Outro exemplo:
Embora eu tenha feito tudo o que ele queria, ele foi embora. (Não soa muito bom aos ouvidos do interlocutor, mas é um exemplo para mostrar a diferença entre os dois usos de "embora")
Apesar de eu ter feito tudo (...)

Espero ter ajudado.
Saudações
YELENA KONDAUROVA
Posted: Thursday, August 12, 2010 11:18:00 AM

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Boa tarde! Muito obrigada, minha querida Fernanda! Yelena.
Renee
Posted: Friday, August 20, 2010 7:45:31 PM
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Oi, Yelena
Fiquei impressionada, aliás, muito bem impressionada com o nível de seu português. Parabéns!!!
Se houver algo em comum entre o verbo "chegar" (eu cheguei em casa)e a exclamação "chega! (chega de mentira), será relacionado à etimologia, ou seja, a raiz da palavra, que não é do conhecimento dos falantes da língua...
Continue firme, está "arrasando"!
Daniel_MV
Posted: Friday, September 10, 2010 1:43:40 PM

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Que legal! Descobri este site no intuito de melhorar o meu inglês, mas fiquei muito feliz ao ver nossa amiga Yelena entusiasmada no aprendizado da Língua Portuguesa.

No que eu puder ajudar (e sempre que me sobrar um tempinho), estarei a disposição. Passei algumas semanas nos Estados Unidos recentemente com estudantes de outros países e era muito interessante a troca de informações sobre "como se fala isso, ou aquilo" em outros idiomas, realmente, o estudo dos idiomas é fascinante.



Portuguese: Fluent
English: Upper intermediate
Spanish: Basic grammar skills, but perfectly understandable


Please, if you notice something wrong in my posts, you can correct me (if you want), I would be really grateful.
YELENA KONDAUROVA
Posted: Saturday, September 11, 2010 5:20:11 AM

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Boa tarde! Obrigada! Fique vontade como na sua casa!
E eu tenho uma pequena perguntinha. Quando se usa "em" e quando " no,na"? Obrigada!
estoniano
Posted: Thursday, February 17, 2011 9:42:47 AM
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"No" e "na" são o resultado da soma da preposição "em" com os artigos "o" ou "a". Então, para saber qual deles utilizar tem que saber se vai ou não usar o artigo junto com o substantivo que vem a seguir. Como em Russo, a sua língua materna, não usa artigos, não é muito fácil, para ti, decidir onde colocá-los e onde não.

Exemplos:
1) "Estou em casa". Com isso, quero dizer que estou na minha casa, ou seja, naquele lugar em que a maioria das pessoas chama de casa, a sua casa.
2) "Estou na casa". Referindo-se à casa aquela da qual já falei, ou que tu, destinatário da comunicação, sabes qual é. Uma casa específica.

Para fazer referência a algo que está dentro de outra coisa, em geral se usa "no" ou "na" ("estou NA fila do cinema", "tu estás NO carro"). O uso do "em" é mais comum para referir-se a situações, e não lugares ("estou EM férias", "o livro está EM cima da mesa", "ela está entrando EM trabalho de parto").
estoniano
Posted: Thursday, February 17, 2011 10:13:56 AM
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Outra coisa que quero falar, e que não é nada simpática, mas é uma verdade e tem que ser dita.

Nós, brasileiros, temos o coração grande e generoso, adoramos ajudar os outros e estamos sempre dispostos a conversar, interagir e compartilhar nossos conhecimentos com outras pessoas, especialmente se são de outros países e outras culturas. De fato, ficamos mesmo envaidecidos quando pessoas de fora demonstram tanto interesse em nós e nas nossas coisas. No entanto, a triste realidade é que muitas vezes - na ânsia de nos mostrarmos simpáticos e solidários - acabamos avançando em terrenos em que não somos especialistas e acabamos contribuindo para difundir informações não tão abalizadas, ou até mesmo FALSAS (sem que haja má intenção!).

Este fórum é um exemplo do que estou dizendo. Aqui tem muita gente passando conhecimento genuíno, de qualidade, mas também tem vários outros cujas postagens deixam a desejar, não só no conteúdo, mas também na forma - tem erro de português demais para um local que se propõe a debater justamente a língua! Eu mesmo, relendo o que escrevi (com uma certa pressa) no post anterior, identifiquei três ou quatro falhas de minha autoria (NINGUÉM escapa das armadilhas da língua)...

Aliás, isso ocorre também por outro motivo: o Português é uma língua complicada, cheia de detalhes, nuances, irregularidades e, ainda por cima, com uma diferença enorme entre as modalidades escrita e falada, o que ocasiona muita confusão.

Era isto. Espero nao ter ofendido ninguém, até porque não era essa a intenção. Apenas chamo a atenção para este fato, porque, afinal, aqui temos estrangeiros querendo aprender conosco e eles tem que estar cientes da realidade, triste, de que a MAIORIA de nós brasileiros desconhece a própria língua.
fernanda
Posted: Sunday, February 20, 2011 9:06:36 PM
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Location: Brazil
estoniano wrote:
Outra coisa que quero falar, e que não é nada simpática, mas é uma verdade e tem que ser dita...


Olá, estoniano!
Considero sua participação importante, principalmente quando diz que devemos cuidar com a nossa escrita para não interferir de modo negativo na aprendizagem da língua portuguesa por parte dos estrangeiros. Certamente alguns equívocos de digitação podem confundir nossos colegas e, em vez de ajudar, estaríamos atrapalhando esses aprendizes.
Mas gostaria de registrar que não podemos falar em erro quando falamos de linguagem, muito menos que alguém não sabe utilizar ou não conhece sua língua materna. Isso é um preconceito e um estigma (por sinal, mais uma vez nesse fórum se registra esse estigma sobre o brasileiro). E não podemos contribuir para que esse preconceito persista. Todo falante conhece sua língua e a utiliza em suas práticas sociais diversas, podendo haver variações nesses usos de acordo com o contexto, com o interlocutor.
A língua não pode conter armadilhas ou ser complicada, porque ela não tem uma existência desconexa, acabada em si. Para se manter viva, a língua precisa do falante e é ele quem controla os usos de acordo com o contexto e com as regras da língua. Todos nós conhecemos bem essas regras, elas estão internalizadas em nós. Essas regras não são as descritas pelos manuais, pela gramática normativa, mas estão inscritas em nós e elas só valem quando encarnam o social, o discurso, quando extrapolam um código e se tornam comunicação, interação.
Mais uma vez, reforço que nesse ambiente do fórum (e nos demais em que se faz necessário) devemos manter sim a preocupação com a norma para registrar a modalidade escrita do português e contribuir para a aprendizagem dos estrangeiros participantes. Contudo, não podemos promover esse preconceito que envolve nossa língua.
Espero que outros se manifestem, favoráveis ou contrários tanto à minha opinião quanto à opinião do Estoniano.

estoniano
Posted: Thursday, February 24, 2011 9:19:55 AM
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Fernanda, não sei se este é o fórum adequado para o debate, mas agora já começou.

Em primeiro lugar, quero dizer que lamento ter soado preconceituoso (não era absolutamente a intenção) e que concordo 100% com a assertiva de que, aqui no Brasil, o domínio da língua culta tem servido quase sempre como marca distintiva de classe social e usado para estigmatizar os ‘outsiders’ – prática que, muitas vezes, por ironia, acaba atingindo a própria elite, bem feito! (risos, Schadenfreude, etc.).

Por outro lado, sempre que me deparo com a sedutora ideia – defendida pela Fernanda, e sobre a qual ainda não formei opinião definitiva – de uma língua moldada permanentemente pelo uso, na base do, como disse o poeta, “caminho se faz ao andar”, penso na anomia resultante e nas consequências disso. De acordo com esse enfoque, qual seria o limite, se é que o há, da ‘criação’ e da constante modificação idiomática? Até onde ainda poderíamos chamar de língua portuguesa (se é que devemos querer fazê-lo) o conjunto caótico de sons e signos resultante desse processo? Ou estas são perguntas sem sentido, reflexo da minha desinformação sobre esse debate?

E, por fim, a única coisa que a meu ver não se pode negar, sob pena de escamotear a realidade, é o baixo nível educacional do povo brasileiro – não por qualquer incapacidade congênita de aprender (como possam pensar os partidários dos determinismos étnico-geográficos, eles ainda existem!), mas pelo descaso histórico com o setor. A educação, no Brasil, respira por aparelhos e isso, evidentemente, se reflete no desenvolvimento das habilidades linguísticas da população. Uma coisa é o sujeito preconizar a evolução do idioma e sair combatendo a rigidez estrutural de normas estabelecidas, outra coisa é ele, por uma deficiência no aprendizado, sequer suspeitar da existência dessas normas.
fernanda
Posted: Thursday, February 24, 2011 1:38:14 PM
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Estoniano,
Quero, primeiramente, esclarecer que não me referia a você como um partidário preconceituoso da norma culta. Apenas queria registrar que, embora você, ao contrário do que afirma, demonstre ser um sujeito bastante bem informado, crítico e reflexivo, suas afirmações poderiam conduzir outros que ainda não iniciaram suas reflexões sobre tais questões lingüísticas – e políticas – a se contentarem a reproduzir a ideia de que a nossa língua é difícil e que não sabemos usá-la ou que vivemos a cometer erros grosseiros e a corromper essa entidade abstrata que é a Língua.
Era a esse ponto que eu me referia. Creio que repetir esse discurso e reforçar o esteriótipo do brasileiro como um ser acomodado ou que ignora ou aplaude suas deficiências não contribui para a formação de um povo mais consciente e crítico.
Sem dúvida, a educação de boa qualidade é o caminho para essa transformação de que tanto carecemos. E o papel da escola, no caso da competência e do desempenho lingüístico é justamente oportunizar o acesso à norma culta, ao padrão – e não combater “essas regras” -, para que todos os cidadãos advindos de qualquer camada social possam atuar na sociedade, participar de reflexões e ações políticas. Isso não quer dizer, que devemos ignorar as variações lingüísticas, condená-las e marcar esses sujeitos com o selo da incompetência lingüística. Esse cidadão que está a se formar na escola tem o direito de fazer suas escolhas lingüísticas, de fazer as adequações necessárias quando da enunciação. Por isso não devemos condenar ou solapar o padrão, nem a variação.
Certamente esse debate extrapola os propósitos do fórum, mas creio que toda oportunidade que tivermos para refletir sobre tais questões deva ser bem aproveitada.
Por fim, quero lembrar que a variação lingüística não é um fenômeno exclusivo da língua portuguesa, ou do brasileiro. A variação obedece às regras da língua, não se trata de uma invenção, uma criação pessoal do falante. O falante escolhe por que caminho andar, desde que haja chão para ele pisar, não há como ele sair voando, sem regras. A mudança não é uma ponte construída por ele a partir do nada. A mudança é a escolha por outro caminho que estava à sua disposição, e o uso dessa estrada talvez desative a outra ou a desvie para outro destino. É nesse sentido que o uso e o falante fazem a manutenção da língua e a mudança faz parte dessa dinâmica.

estoniano
Posted: Monday, February 28, 2011 12:59:48 PM
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Sim, essa parte está superada, tu fez muito bem (e, aqui, aplico o “tu fez”, uma construção errada de acordo com a norma fixa, mas totalmente em acordo com o uso corrente consagrado na minha cidade, Porto Alegre, e que acredito que um dia vai acabar sendo aceita pelo establishment) em apontar esse aspecto do meu discurso, salientando o lado preconceituoso dele e me oportunizando, inclusive, um gancho para o esclarecimento. E a parte da “relativização da formalidade” idiomática, sem dúvida, renderia um fórum inteiro, específico, e do qual eu mesmo provavelmente só participaria como leitor.

Porém, o que continua nos separando, conceitualmente, parece, é uma divisão – que acredito possível – entre a crítica com intenção construtiva e a que visa meramente agredir, estigmatizar, marcar território. Em outras palavras, eu não acho que o brasileiro desconhecedor do próprio idioma – e que, muitas vezes, ainda se orgulha disso! – seja um estereótipo (a grafia correta é com e ou com i? já que o assunto aqui, afinal, é a língua...) tão distante assim da realidade. E mais: acredito que para se sanar um defeito é fundamental, antes de mais nada, diagnosticá-lo, reconhecê-lo em toda a sua dimensão. Acho que “passar a mão na cabeça”, como muitas vezes se faz (não é o teu caso), é contribuir para perpetuar o problema, e é justamente o que eu procurei evitar. E, aqui, acabei aproveitando – como tu fizeste (essa flexão é dose... ‘tu fez’ pode ser errado, mas soa melhor) comigo antes – e chamando a atenção para esta outra possível implicação da nossa arenga a respeito da evolução linguística.

Mas o papo deve estar um saco, porque ninguém mais posta nada aqui! (risos)
fernanda
Posted: Wednesday, March 2, 2011 1:45:47 PM
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Estoniano,
Mais uma vez comprovas (tu) o quanto és (tu) observador rsrsrs.
Considere que amalgamei as palavras “estéril” e “estereótipo” para enfatizar meu ponto de vista... Além disso, fica claro que um erro de grafia não prejudica a compreensão e a interação.

O maior fracasso da escola não é deixar que alunos saiam dela cometendo erros de grafia. O mais grave é não conseguir instrumentalizar esses cidadãos para ler, pensar e agir na sociedade em que estão inseridos. (E essa ação começa pela linguagem).
A meu ver, o que se torna empecilho para a enunciação e para a atuação social que dela deriva é não ter condições de refletir de maneira autônoma, de ser um leitor crítico de todas as relações de poder, de articular de modo coerente seu pensamento. É a isso que me apego quando penso em educação, ou ensino/aprendizagem da língua.
Considerando outro ponto de nossa discussão, mais uma vez me oponho à ideia de que o brasileiro seja desconhecedor de sua língua. Isso não condiz com a verdade porque ele pode não usar uma variante que foi eleita (por motivos políticos e econômicos) como standard; contudo ele utiliza outra variante em suas relações e práticas sociais. Assim, reitero, a língua portuguesa não é a língua padrão, esse ideal; ela é justamente o conjunto das variantes. Daí a relação que faço entre o que se considera erro e a variação/mudança lingüística.
Finalmente, esclareço que não pretendo aqui convencer ninguém de meu ponto de vista, apenas expor uma visão oposta a que recorrentemente é reproduzida e que aumenta a sensação de que o sujeito que não teve acesso à língua padrão é incompetente linguisticamente.
Nias
Posted: Thursday, March 3, 2011 12:39:44 PM
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Pois não!?! A entonação mista de surpresa e disposição em ajudar, reflete a atenção que se presta a quem introduz o diálogo. Bater à porta, chamar alguém sem citar o nome, seria o mesmo que pedir liçença para falar,(também dito "Com liçença!?!") e o "Pois não!?!" vem do porquê não!?! Aliás, admirável conhecimento você tem. Se precisar de mais esclarecimentos, conte comigo.Ah! não entendi a expressão "Que tal!" após o seu "Boa tarde!". Normlmente se di: "Boa tarde. Como vai?(Um jargão que dizemos sem esperar resposta. É só para se iniciar o diálogo. Também dizemos: "Boa tarde. Tudo bem?" ou simplesmente: "Olá. Tudo bem?" e continuamos "falando" tal qual você fez. Abraço!
Vitoria
Posted: Wednesday, March 14, 2012 5:41:23 PM
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Joined: 3/14/2012
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Oi Yelena! O uso de CHEGAR nas duas frases é diferente, mas é o mesmo verbo. Na primeira frase é um verbo de deslocamento e é usado com a preposição A ou EM. Na segunda frase, CHEGAR é usado como "é o bastante", " já chegou no limite" e´pode ser usado sozinho como uma exclamação " chega!". Conhece a canção " Chega de saudade"?É um ótimo exemplo desse segundo uso do verbo chegar.
Tenho um website que discute questões da língua portuguesa e cultura brasileira..dabliu,dabliu, dabliu, limaportuguese, ponto,com.
ribeiroferro
Posted: Tuesday, June 12, 2012 9:37:42 PM
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Joined: 6/12/2012
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YELENA KONDAUROVA wrote:
Boa tarde! Que tal? O meu nome e Yelena, eu so da Russia, do Moscovo! Muito prazer! Eu preciso de ajuda dos brazileiros, por favor! Eu gostaria de saber por que e que a gente brazileira fala assim?! Muito obrigado! O que significa a palavra: "Nossa!" Tambem cuando a gente chama na porta, uma pessoa abre a porta e diz:" Pois, nao?" O que e que significa isso, por favor! Obrigado! Applause Yelena. Russia, Moscovo.


Привет Yelena.
Como vai?
Nossa é uma expressão de surpresa. Ex - Nossa que dia lindo... Nossa, como o seu País é bonito.
Pois não ?- significa - o que vc quer?, o que vc precisa ? É uma maneira de se colocar a disposição de alguém.
Li a resposta de Nias e achei muito boa a explicação.

Estou aprendendo algumas palavras e expressões em russo. A sua Língua é muito legal.
Tenho uma amiga em Krasnoyarsk, na sibéria, que está aprendendo português.Nós estamos trocando cohecimentos e tem sido muito bom.
Пока ,3дcoн.


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